A envergadura dos Pereira
O meu intento na descrição dos fatos que se seguem
é mostrar a todos, a trajetória de uma família de origem oriental, mais com
características oriundas de Portugal. De Portugal viemos para o Brasil e o
Maranhão foi o estado em que fincamos nossas raízes por um pequeno período,
para em seguida irmos para a Bahia em busca da seringueira, que naquela época
por aquelas paragens se alastrava bastante.
O progenitor que deu origem a um braço desta árvore
que se ramificou bastante foi Torquato, sendo que o complemento veio por meio
de Teodoro. Torquato casou-se com Fortunata, ao passo que Teodoro teve por
mulher Felícia. Torquato teve dois filhos, Raimundo Pereira dos Santos e Félix
Pereira Valois, sendo minha mãe Olindina filha de Raimundo e meu pai Oliveiro
era filho de Félix. Já Teodoro foi o pai de Joana Ferreira de Cirqueira que
após casar-se com Raimundo, passou a assinar Joana Ferreira dos Santos. Teodoro
e Felícia tiveram também José Clemente de Jesus, João Evangelista dos Santos e
Teodora (Dora) além de Joana (Vevéia). Dora que era moça velha e morou com
Vevéia até sua morte em 11/09/1984. De
Raimundo veio além de minha mãe Olindina, Claudionor Pereira dos Santos, José
Pereira (Zeca) falecido em 1951 com apenas 24 anos de idade e Edgar este morto
ainda menino de quatro anos em Cocos. Preto teve doze filhos, sendo eles por
ordem cronológica: Adolar, Edgar, Aluzair, Ana (Nitinha) Olga, Guiomar,
América, Edmar (Dema) Gilvanice, Heloisa, Enio e Lívia. Olindina teve sete
filhos, sendo eles Conceição, Eurídice, eu Arnóbio, Joanita, Edeltrudes
(Tudinha) falecida precocemente com menos de trinta anos, Wilma, também
falecida, sendo o mais novo Oliveiro. Felix casou-se primeiramente com
Deltrudes Rosa da Conceição, tendo somente Oliveiro, deste primeiro casamento.
Aí então se casou a segunda vez com
Gertrudes Lopo Montalvão da qual tiveram quatro filhos, sendo eles: Bruno
Pereira Valois, Celeodiva Lopo Montalvão, Manoel Pereira Valois e Maria Valois,
que foi a caçula. . Oliveiro teve também três filhos da primeira mulher Ana que
foram Dionísia, Maria Pereira, falecida recentemente agora no mês de abril e
José Pereira. Bruno teve por filhos: Maria Piedade, Maria Celma, Maria Neide
(as três Marias), Marilva, Nilva e Márcia do primeiro casamento com Adelaide e
Bruno Valois Filho e Laura Vicunha, da segunda
mulher que foi Rosa Alves. De Celeodiva (Celu) os filhos foram: José Castor,
Aurora, Orlando, Tânia, Irineide. Irineu, Lúcia e Francisco Félix. De Manoel
Valois os filhos foram: Aleida, Naira, Nádia e Manoel Filho. E por último,
Maria Valois, que teve por filho Francisco Félix, por adoção vinda por parte de
Celu que era mãe de sangue do Chico Felix.
Esse é apenas um esboço da composição da família
Pereira, aqueles que envergam, mais não quebram.
Nós, os Pereira, somos originários do Oriente
Médio, que por motivo de conflitos de guerra, partimos para Portugal. Após
morarmos naquele país por um período, imigramos para o Brasil. Naquele tempo,
após o descobrimento, por ficar mais fácil a imigração para portugueses,
assumimos a nacionalidade daquele país, para podermos vir então para cá. O
Maranhão foi o estado de nossa permanência por um pequeno período. Logo após
vimos dizer que na Bahia tinha muita seringueira, aí então partimos para lá.
Chegando a cidade de Cocos, fincamos nossas raízes naquelas paragens. Os
patriarcas, pais de Torquato, não sei como se chamavam e é apenas a partir de
Torquato que começo a citar nomes, nomes esses que tenho em mente, pelos
relatos que me foram passados por Preto e minha mãe Olindina, sua irmã, mais
nova.
Torquato e seus dois filhos, Raimundo e Felix,
partiram para a mata, a fim de coletarem a seringueira, que era a fonte de
sustendo daquela família, naquela época bem remota; isso era comum no dia a dia
deles. Passaram-se os anos, até que um dia o destino mudou a trajetória de vida
de nossos antepassados. Num trágico dia, estando eles em seus ofícios
cotidianos, o veneno da cascavel foi mais forte e tirou a vida de Torquato.
Antes de ele vir a óbito seus filhos usaram folhas verdes e cipó para amarrar
sua perna, a fim de estancar o sangue, mas não houve recurso e o velho se foi,
naquele ermo bem distante da cidade. Aí então, Raimundo e Felix lavraram um
varão bem comprido e pegarem uma rede e amararam ao varão, colocaram o velho
dentro e levaram as costas e foram andando, para ver se alcançavam à cidade.
Torquato era um massa de um homem e eles ainda bem novos, sendo que o mais
velho tinha apenas quinze anos e o outro era dois anos mais jovem. Vendo que
não conseguiam chegar a tempo à cidade de Cocos, ali mesmo no meio do mato,
abriram um buraco e enterraram o bondoso pai. Eles, os seus filhos foram para a
cidade e aí acabou a labuta da seringueira e também não voltarem mais ao lugar.
Nosso patriarca ficou ali, mais sua história vive no nosso meio ate os dias de hoje.
A época da chegada dos nossos primeiros troncos ao
Brasil, não tenho informações em que data foi, mas a partir de (1907), quando
veio a óbito nosso ancestral e patriarca Torquato é que começo este relato.
Quero que todos nós, componentes deste aporte de pessoas, passemos de agora em
diante, a saber, um pouco mais sobre nossas origens. Não sei se no nosso meio
tem uma pessoa detalhista igual a este simples componente desta agremiação
familiar, mais eu tenho orgulho de pertencer a esta família. “Prezo o nome de
Pereira”. (Pau pereira). “Todo pau flora e cai só o pau Pereira não”. Somos
donos de uma riqueza imperdível: o saber. Nossos méritos e conquistas foram e
são conquistados com trabalho, honestidade e dedicação. Não angariamos nada com
apadrinhamento, nem trambiques. Nossos troncos remanescentes de Posse, Barra do
Garça e Aragarças, foram pessoas que militaram na política sem nunca tirar
proveito em nada, antes fizeram muito pelas suas cidades, onde fincaram suas
bandeiras. Preto e seu filho Dr. Edgar em Posse e Bruno Valois em Aragarças.
Em 1928 Raimundo, Joaninha (Vevéia) e seus três
filhos, mudaram-se de Cocos: Preto, Zeca e Olindina. (Edgar) tinha morrido aos
quatro anos de idade. Na época da revolta de Clemente Araújo com João Correia
Dukes. Este último companheiro fiel de Raimundo, meu avó. Meu avô falava que
era Dukista até o cuspe. Já Clemente Araújo era de uma família abastada. Eram
muito pirracentos e perseguidores, ai então meu avô dizia que suportava a
revolta com briga e tudo, só que não agüentava pirraça. Então para as coisas
não complicarem, ele preferiu ir embora da cidade. Após sua saída, a revolta
continuou e Clemente Araújo, que era da Bahia mesmo, terminou ganhando a
questão e João Dukes, este sendo de Minas, lá tinha a proteção de seu governo e
retornou as suas origens. Com isso deu-se o andamento ao deslocamento nosso
para em fim chegar-mos à Posse em 1933. Mas antes de chegar-mos em Posse,
moramos em Carinhanha (BA), e Sitio d’Abadia (GO), Já Félis saiu de Cocos em 1942,
quando meu Pai Oliveiro já era casado e tinha os seus três filhos: Dionísia,
Maria Pereira e nosso ilustre e baluarte José Pereira, que na época tinha
apenas um ano de idade. Mais ou menos em 1943, quando vô Félis e o restante de
seus filhos já estavam em Bom Jardim, meu pai Oliveiro veio a ficar viúvo.
Chegou a achar várias pretendentes para se casar novamente, mas ele preferiu
esperar e com o passar do tempo, ele argumentou que quem daria certo para
casar-se com ele, seria sua prima Olindina minha mãe, esta é a única
remanescente dos troncos do lado de Raimundo, em Posse e o tio Manoel é o outro
que representa a parte de vô Felix hoje em
Aragarças.
Raimundo Baiano pegou Joaninha, Preto e seu filho
Edgar ainda pequeno, juntou-se também a Olindina, pegaram a tropa e foram
visitar papai Oliveiro, que já estava viúvo. Chegando lá foi aquela alegria
danada. Verificaram que daria certo o plano de Oliveiro e deixou já acertado
para em 1946, papai ir embora também para Posse, para se casar com Olindina sua
prima. Papai tinha na época uma propriedade em Cocos, na qual José Arruda era
agregado. Vendeu a propriedade e carregou Jose Arruda com mala e cuia para
Posse. Este José Arruda era o autor das lorotas que só mesmo o Zé Pereira sabe
contar com toda sua maestria.
Em períodos mais remotos depois de 1933, quando
Raimundo Baiano chegou a Posse, Preto tinha 14 anos de idade e mamãe Olindina
tinha 10. O Coronel José Francisco dos Santos foi o primeiro patrão de
Claudionor em Posse. Ele, o preto era seu caixeiro em seu grande armazém em
Posse, àquela época. Lá comercializa-va-se querosene, rapadura, algodão,
toicinho de porco e muito mais outros artigos da época. De Posse o pessoal
levava gado em pé, para Januária, e de lá traziam estas coisas que lá eram
comercializadas. Raimundo pegou o bonde com outros companheiros de Posse e
também começou a levar gado para Januária, que era o pólo que sustentava toda
aquela região naquela época bem remota. Pai Ré não tinha capital suficiente
para comprar o gado que levava para a Bahia, ele então não pagava a vista, mais
adquiriu confiança em pouco tempo na região. Comprava fiado, levava a tropa
para Januária. , chegando lá vendia o gado todo à vista. Na volta vinha com a
grana no alforje, pagava seus fornecedores e a diferença era seu lucro para
sustentar a sua família. Vevéia o ajudava bastante na sua labuta cotidiana. Ela
tinha trazida no lombo do burro quando veio da Bahia para Posse, uma máquina de
costura marca PFAFF. Ela dizia que as iniciais da máquina significavam: Para
fazer a família feliz. Costurava calça camisa e paletó para meia dúzia de
famílias em Posse, ao passo que sua irmã Teodora era uma bela bordadeira.
Nesse tramite de levar gado para a Bahia, certa vez
Raimundo Baiano, nosso saudoso Pai-Rê, comprou 200(duzentos) bois e levou
juntamente seus ajudantes, para Januária. Quando chegou ao último pouso, à
beira do rio São Francisco, antes de chegar a Januária, eles aportaram para
descansar e no outro dia chegarem à cidade. Mais de madrugada estava chovendo e
um dos ajudantes levantou para ir ao mato para fazer necessidade e voltando
para o pouso, ele estava com uma carocha às costas, pegou a carocha e sacudiu
para secá-la, pois estava molhada. A carocha de palha fez um barulho que foi
suficiente para espantar a tropa que precipitou, espantando com o barulho e
caíram nas águas do rio, afogando toda a tropa. Os fornecedores não tinham
culpa. Ele então convalescente, pagou todo mundo inclusive com a ajuda de seu
filho Preto. Pagaram todos e seus compromissos foram assumidos com dignidade.
Na continuidade de nossa peregrinação em nossas
cidades, Raimundo baiano e os seus em Posse e Felix Valois e os seus em Bom
Jardim, muitos acontecimentos ocorreram. Aos que tenho mais condições de
relatar, são os que ocorreram em Posse, visto em ser filho de Olindina que é
filha de Raimundo, um dos nossos antecessores.
Este é um relato apenas de fatos ocorridos ate uma
época mais remota a que a maioria de nossa família não tem conhecimento. As
ocorrências que vieram depois, os mais velhos de nosso meio podem passar aos
seus filhos e assim por diante.
Finalizo desejando que este encontro entre as
famílias Pereira e Valoes, seja o começo de um longo processo de aproximação
entre nossas raízes e que se aprofunde bastante esse entrelaçar de pessoas,
para que perdure o desejo de nos aproximar mais uns dos outros no transcorrer
de nossas vidas.
Arnóbio Pereira dos Santos.
boa noite, estou na procura dos parente d Posse;filha d Gabriel Pereira dos Santos com Ordelina Dias dos Santos,Gabriel filho d Antonio , Gabriel eram veriador d Posse e pai dele morava Cortuvelo e baxa funda, se alguem sober me avisa no 61 98691937 alguem sober entra contato neste numero
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