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III Encontro da Familia Pereira e Valoes 2013

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Início de Tudo: Texto A Envergadura dos Pereiras


A envergadura dos Pereira

O meu intento na descrição dos fatos que se seguem é mostrar a todos, a trajetória de uma família de origem oriental, mais com características oriundas de Portugal. De Portugal viemos para o Brasil e o Maranhão foi o estado em que fincamos nossas raízes por um pequeno período, para em seguida irmos para a Bahia em busca da seringueira, que naquela época por aquelas paragens se alastrava bastante.

O progenitor que deu origem a um braço desta árvore que se ramificou bastante foi Torquato, sendo que o complemento veio por meio de Teodoro. Torquato casou-se com Fortunata, ao passo que Teodoro teve por mulher Felícia. Torquato teve dois filhos, Raimundo Pereira dos Santos e Félix Pereira Valois, sendo minha mãe Olindina filha de Raimundo e meu pai Oliveiro era filho de Félix. Já Teodoro foi o pai de Joana Ferreira de Cirqueira que após casar-se com Raimundo, passou a assinar Joana Ferreira dos Santos. Teodoro e Felícia tiveram também José Clemente de Jesus, João Evangelista dos Santos e Teodora (Dora) além de Joana (Vevéia). Dora que era moça velha e morou com Vevéia até sua morte em 11/09/1984. De Raimundo veio além de minha mãe Olindina, Claudionor Pereira dos Santos, José Pereira (Zeca) falecido em 1951 com apenas 24 anos de idade e Edgar este morto ainda menino de quatro anos em Cocos. Preto teve doze filhos, sendo eles por ordem cronológica: Adolar, Edgar, Aluzair, Ana (Nitinha) Olga, Guiomar, América, Edmar (Dema) Gilvanice, Heloisa, Enio e Lívia. Olindina teve sete filhos, sendo eles Conceição, Eurídice, eu Arnóbio, Joanita, Edeltrudes (Tudinha) falecida precocemente com menos de trinta anos, Wilma, também falecida, sendo o mais novo Oliveiro. Felix casou-se primeiramente com Deltrudes Rosa da Conceição, tendo somente Oliveiro, deste primeiro casamento. Aí então se casou a segunda vez com Gertrudes Lopo Montalvão da qual tiveram quatro filhos, sendo eles: Bruno Pereira Valois, Celeodiva Lopo Montalvão, Manoel Pereira Valois e Maria Valois, que foi a caçula. . Oliveiro teve também três filhos da primeira mulher Ana que foram Dionísia, Maria Pereira, falecida recentemente agora no mês de abril e José Pereira. Bruno teve por filhos: Maria Piedade, Maria Celma, Maria Neide (as três Marias), Marilva, Nilva e Márcia do primeiro casamento com Adelaide e Bruno Valois Filho e Laura Vicunha, da segunda mulher que foi Rosa Alves. De Celeodiva (Celu) os filhos foram: José Castor, Aurora, Orlando, Tânia, Irineide. Irineu, Lúcia e Francisco Félix. De Manoel Valois os filhos foram: Aleida, Naira, Nádia e Manoel Filho. E por último, Maria Valois, que teve por filho Francisco Félix, por adoção vinda por parte de Celu que era mãe de sangue do Chico Felix.

Esse é apenas um esboço da composição da família Pereira, aqueles que envergam, mais não quebram.

Nós, os Pereira, somos originários do Oriente Médio, que por motivo de conflitos de guerra, partimos para Portugal. Após morarmos naquele país por um período, imigramos para o Brasil. Naquele tempo, após o descobrimento, por ficar mais fácil a imigração para portugueses, assumimos a nacionalidade daquele país, para podermos vir então para cá. O Maranhão foi o estado de nossa permanência por um pequeno período. Logo após vimos dizer que na Bahia tinha muita seringueira, aí então partimos para lá. Chegando a cidade de Cocos, fincamos nossas raízes naquelas paragens. Os patriarcas, pais de Torquato, não sei como se chamavam e é apenas a partir de Torquato que começo a citar nomes, nomes esses que tenho em mente, pelos relatos que me foram passados por Preto e minha mãe Olindina, sua irmã, mais nova.

Torquato e seus dois filhos, Raimundo e Felix, partiram para a mata, a fim de coletarem a seringueira, que era a fonte de sustendo daquela família, naquela época bem remota; isso era comum no dia a dia deles. Passaram-se os anos, até que um dia o destino mudou a trajetória de vida de nossos antepassados. Num trágico dia, estando eles em seus ofícios cotidianos, o veneno da cascavel foi mais forte e tirou a vida de Torquato. Antes de ele vir a óbito seus filhos usaram folhas verdes e cipó para amarrar sua perna, a fim de estancar o sangue, mas não houve recurso e o velho se foi, naquele ermo bem distante da cidade. Aí então, Raimundo e Felix lavraram um varão bem comprido e pegarem uma rede e amararam ao varão, colocaram o velho dentro e levaram as costas e foram andando, para ver se alcançavam à cidade. Torquato era um massa de um homem e eles ainda bem novos, sendo que o mais velho tinha apenas quinze anos e o outro era dois anos mais jovem. Vendo que não conseguiam chegar a tempo à cidade de Cocos, ali mesmo no meio do mato, abriram um buraco e enterraram o bondoso pai. Eles, os seus filhos foram para a cidade e aí acabou a labuta da seringueira e também não voltarem mais ao lugar. Nosso patriarca ficou ali, mais sua história vive no nosso meio ate os dias de hoje.

A época da chegada dos nossos primeiros troncos ao Brasil, não tenho informações em que data foi, mas a partir de (1907), quando veio a óbito nosso ancestral e patriarca Torquato é que começo este relato. Quero que todos nós, componentes deste aporte de pessoas, passemos de agora em diante, a saber, um pouco mais sobre nossas origens. Não sei se no nosso meio tem uma pessoa detalhista igual a este simples componente desta agremiação familiar, mais eu tenho orgulho de pertencer a esta família. “Prezo o nome de Pereira”. (Pau pereira). “Todo pau flora e cai só o pau Pereira não”. Somos donos de uma riqueza imperdível: o saber. Nossos méritos e conquistas foram e são conquistados com trabalho, honestidade e dedicação. Não angariamos nada com apadrinhamento, nem trambiques. Nossos troncos remanescentes de Posse, Barra do Garça e Aragarças, foram pessoas que militaram na política sem nunca tirar proveito em nada, antes fizeram muito pelas suas cidades, onde fincaram suas bandeiras. Preto e seu filho Dr. Edgar em Posse e Bruno Valois em Aragarças.

Em 1928 Raimundo, Joaninha (Vevéia) e seus três filhos, mudaram-se de Cocos: Preto, Zeca e Olindina. (Edgar) tinha morrido aos quatro anos de idade. Na época da revolta de Clemente Araújo com João Correia Dukes. Este último companheiro fiel de Raimundo, meu avó. Meu avô falava que era Dukista até o cuspe. Já Clemente Araújo era de uma família abastada. Eram muito pirracentos e perseguidores, ai então meu avô dizia que suportava a revolta com briga e tudo, só que não agüentava pirraça. Então para as coisas não complicarem, ele preferiu ir embora da cidade. Após sua saída, a revolta continuou e Clemente Araújo, que era da Bahia mesmo, terminou ganhando a questão e João Dukes, este sendo de Minas, lá tinha a proteção de seu governo e retornou as suas origens. Com isso deu-se o andamento ao deslocamento nosso para em fim chegar-mos à Posse em 1933. Mas antes de chegar-mos em Posse, moramos em Carinhanha (BA), e Sitio d’Abadia (GO), Já Félis saiu de Cocos em 1942, quando meu Pai Oliveiro já era casado e tinha os seus três filhos: Dionísia, Maria Pereira e nosso ilustre e baluarte José Pereira, que na época tinha apenas um ano de idade. Mais ou menos em 1943, quando vô Félis e o restante de seus filhos já estavam em Bom Jardim, meu pai Oliveiro veio a ficar viúvo. Chegou a achar várias pretendentes para se casar novamente, mas ele preferiu esperar e com o passar do tempo, ele argumentou que quem daria certo para casar-se com ele, seria sua prima Olindina minha mãe, esta é a única remanescente dos troncos do lado de Raimundo, em Posse e o tio Manoel é o outro que representa a parte de vô Felix hoje em Aragarças.

Raimundo Baiano pegou Joaninha, Preto e seu filho Edgar ainda pequeno, juntou-se também a Olindina, pegaram a tropa e foram visitar papai Oliveiro, que já estava viúvo. Chegando lá foi aquela alegria danada. Verificaram que daria certo o plano de Oliveiro e deixou já acertado para em 1946, papai ir embora também para Posse, para se casar com Olindina sua prima. Papai tinha na época uma propriedade em Cocos, na qual José Arruda era agregado. Vendeu a propriedade e carregou Jose Arruda com mala e cuia para Posse. Este José Arruda era o autor das lorotas que só mesmo o Zé Pereira sabe contar com toda sua maestria.

Em períodos mais remotos depois de 1933, quando Raimundo Baiano chegou a Posse, Preto tinha 14 anos de idade e mamãe Olindina tinha 10. O Coronel José Francisco dos Santos foi o primeiro patrão de Claudionor em Posse. Ele, o preto era seu caixeiro em seu grande armazém em Posse, àquela época. Lá comercializa-va-se querosene, rapadura, algodão, toicinho de porco e muito mais outros artigos da época. De Posse o pessoal levava gado em pé, para Januária, e de lá traziam estas coisas que lá eram comercializadas. Raimundo pegou o bonde com outros companheiros de Posse e também começou a levar gado para Januária, que era o pólo que sustentava toda aquela região naquela época bem remota. Pai Ré não tinha capital suficiente para comprar o gado que levava para a Bahia, ele então não pagava a vista, mais adquiriu confiança em pouco tempo na região. Comprava fiado, levava a tropa para Januária. , chegando lá vendia o gado todo à vista. Na volta vinha com a grana no alforje, pagava seus fornecedores e a diferença era seu lucro para sustentar a sua família. Vevéia o ajudava bastante na sua labuta cotidiana. Ela tinha trazida no lombo do burro quando veio da Bahia para Posse, uma máquina de costura marca PFAFF. Ela dizia que as iniciais da máquina significavam: Para fazer a família feliz. Costurava calça camisa e paletó para meia dúzia de famílias em Posse, ao passo que sua irmã Teodora era uma bela bordadeira.

Nesse tramite de levar gado para a Bahia, certa vez Raimundo Baiano, nosso saudoso Pai-Rê, comprou 200(duzentos) bois e levou juntamente seus ajudantes, para Januária. Quando chegou ao último pouso, à beira do rio São Francisco, antes de chegar a Januária, eles aportaram para descansar e no outro dia chegarem à cidade. Mais de madrugada estava chovendo e um dos ajudantes levantou para ir ao mato para fazer necessidade e voltando para o pouso, ele estava com uma carocha às costas, pegou a carocha e sacudiu para secá-la, pois estava molhada. A carocha de palha fez um barulho que foi suficiente para espantar a tropa que precipitou, espantando com o barulho e caíram nas águas do rio, afogando toda a tropa. Os fornecedores não tinham culpa. Ele então convalescente, pagou todo mundo inclusive com a ajuda de seu filho Preto. Pagaram todos e seus compromissos foram assumidos com dignidade.

Na continuidade de nossa peregrinação em nossas cidades, Raimundo baiano e os seus em Posse e Felix Valois e os seus em Bom Jardim, muitos acontecimentos ocorreram. Aos que tenho mais condições de relatar, são os que ocorreram em Posse, visto em ser filho de Olindina que é filha de Raimundo, um dos nossos antecessores.

Este é um relato apenas de fatos ocorridos ate uma época mais remota a que a maioria de nossa família não tem conhecimento. As ocorrências que vieram depois, os mais velhos de nosso meio podem passar aos seus filhos e assim por diante.

Finalizo desejando que este encontro entre as famílias Pereira e Valoes, seja o começo de um longo processo de aproximação entre nossas raízes e que se aprofunde bastante esse entrelaçar de pessoas, para que perdure o desejo de nos aproximar mais uns dos outros no transcorrer de nossas vidas.

Arnóbio Pereira dos Santos.



Um comentário:

  1. boa noite, estou na procura dos parente d Posse;filha d Gabriel Pereira dos Santos com Ordelina Dias dos Santos,Gabriel filho d Antonio , Gabriel eram veriador d Posse e pai dele morava Cortuvelo e baxa funda, se alguem sober me avisa no 61 98691937 alguem sober entra contato neste numero

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